"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar"

domingo, 7 de fevereiro de 2010


Foi-se uma lágrima
De um dia longo e azedo
Provido de lembranças passadas
Dormente tornou-se o apego
Da vida idosa e mal amada
Chegando ao fim o medo.

Sem pesar afirmo em paz
Que a vida é invisível
Como a brisa que o arrepio traz
Ela nos vende o impossível
E ninguém há de dizer o que dela se faz
Quando se corta o ultimo fio.

Respiro alegria em vida
Curto e o vasto tempo
Angustia a quem do ódio habita
Em um mundo de momentos
Acolha a quem o pão lhe cedia
E saberá do que vivemos.

Amor além de tudo
É o que alimenta a esperança
De pequeninos do futuro
A quem a vida já quase alcança
E que já não sejam feitas palavras de tom mudo
Para chamar o sorriso que nunca descansa.

E chorar já não é preciso
As mãos alheias se estendem
Ao todo decorrer do caminho impreciso
E todas as dúvidas se entendem
Na palma dos que agarram ao juízo.

J.R.J